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'Muitas pessoas conhecem meu trabalho e fico feliz por isso', diz DJ Hum*

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Neste sábado (25), Maringá recebe uma das lendas da música nacional, principalmente na cena hip hop. Humberto Martins Arruda, o DJ Hum, se apresenta no Tribo’s Bar, às 23 horas, pelo baile 16 Toneladas. É a segunda vez que Hum participa da festa. Em março do ano passado ele também marcou presença. O DJ é pioneiro na discotecagem brasileira. Começou a fazer os bailes em São Paulo, onde misturava samba rock, hip hop, soul, blues, entre outros gêneros. Ele formou dupla com o rapper Thaíde, até o final dos anos 90, com quem lançou nove discos. Entre as músicas mais conhecidas está “Sr. Tempo Bom”. O 16 Toneladas é organizado pelo DJ Danilo Donato e seu sócio DJ Estêvão, desde outubro de 2013. Eles também comandam as pick ups nesta noite. Para Danilo, é uma satisfação muito grande receber o DJ Hum. “Ele é um dos meus heróis, um ídolo mesmo para mim, por tudo que ele fez pelo hip hop e pela cultura DJ, então me sinto muito feliz em poder estar no mesmo palco que ele”, diz. N...

Romance 'Desesterro' honra as mulheres, vivas ou mortas*

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O romance "Desesterro" (Editora Record, 304 páginas, R$ 39,90) não é apenas uma história que brinca com o leitor de não deixar claro o que é sonho e o que é realidade. Entre misturas de pesadelos, misticismo, morte e mulheres marcantes, tudo é real e tudo é sonho em Vila Marta e Vilaboinha – os palcos da narrativa. O livro é também o "sonho das páginas próprias", como define a própria autora, Sheyla Smanioto. Cheio de originalidade e lirismo, o primeiro romance publicado da escritora de Diadema é um soco no estômago, no melhor dos sentidos. Às vezes sombrio, às vezes ecoando esperança em cada frase, "Desesterro" foi digno do Prêmio Sesc de Literatura em 2015. "Já escrevi outros, mas esse é o primeiro que eu escrevi querendo encontrar leitores, ser lida, ecoar além dos meus cadernos", conta Sheyla. A ideia surgiu quando ela percebeu que a vida que conhecia não constava na literatura ou não era abordada da perspectiva da periferia e da...

'Nise é um exemplo para o Brasil e o filme é muito bom', diz diretor Roberto Berliner*

O filme “Nise – O Coração da Loucura” esteve mais de um mês em cartaz em Maringá. Muito mais que a média de muitos filmes nacionais. Mas não é só isso que chama atenção. A história da médica brasileira Nise da Silveira, interpretada por Gloria Pires, já é, por si só, motivo para provocar curiosidade. Nise ficou presa um ano e meio por possuir livros marxistas e após o retorno ao hospital psiquiátrico onde trabalhava, não aceitou tratamentos violentos para os pacientes com doenças mentais, como eletrochoques e lobotomia. Mesmo com uma enorme resistência dos demais profissionais, ela adotou métodos mais humanistas para os tratamentos, como a pintura. Por essas práticas, ficou conhecida em vários países. O carioca Roberto Berliner, diretor do filme, já foi responsável pelo documentário “A Pessoa é Para o Que Nasce”, de 2005 e também já participou da produção de “Bruna Surfistinha”, 2011. Em entrevista a O Diário, Berliner afirmou que diante da importância de Nise e de sua históri...

Bruna Siena fala sobre morte, imortalidade da alma e deuses, em “Marduk”*

"Viver é afundar-se em cada caminhada", escreveu Hilda Hilst, em "A Obscena Senhora D". A escritora maringaense Bruna Siena, admiradora de Hilst, parece entender muito bem o que a autora quis dizer com isso. Ela encontrou um caminho diferente na literatura para sua obra, "Marduk". A autora se entregou de corpo e alma a essa caminhada, tanto que virou Siena Bruna Naamah, nome que ela sente que sempre carregou consigo e afirma que não será temporário. "Sou isso e pronto, um conjunto de coisas que enriqueceram a minha visão sobre o mundo, muitas vias abertas, acho que Naamah é a mulher descoberta nessa minha encarnação", diz. E assim como ela fez para escrever, a leitura de "Marduk" promete fazer o leitor viajar nas profundezas da alma e das dúvidas incessantes do ser humano, com uma temática forte. A morte, a imortalidade da alma, buscas infinitas e um deus que se matou no sétimo dia. Com "Marduk", Bruna diz não querer...

“A gente está ganhando cada vez mais espaço, mas ainda falta muito” *

“Quando seus caminhos estiverem obstruídos, quando seus valores estiverem esquecidos, quando suas dores enlouquecem os sentidos, tenha fé e resgate seus sentimentos perdidos”. Esse é o refrão da música “Território Babilônico”, do rapper maringaense Ivan Marinheiro, de 28 anos. E é exatamente assim que ele parece enxergar o mundo: de forma otimista. Com as melhores expectativas em relação ao futuro do rap e de sua carreira, ele tem dois discos gravados e o terceiro já está a caminho. Não é para menos. O rap está em alta. Segundo dados do Spotify, é o gênero musical mais ouvido do mundo. Apesar disso, ainda sofre um pouco de preconceito. Mas para Ivan, se as pessoas interpretassem melhor a música, isso mudaria. “O rap exige interpretação, alguns gêneros dentro do rap são feitos para dançar, mas a maioria não é pra mexer com o corpo, é para mexer com a cabeça”. Ivan trabalha, estuda e ainda sobra tempo para fazer música. E com muita qualidade. Em entrevista, ele conta sobre sua ...

A vida é mesmo muito estranha, não é?

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Quando chega setembro dá vontade de gritar para o mundo inteiro que estou com saudade. Mas prometi que não diria mais isso porque é uma maldita dor, maior a cada dia, que parece um milhão de pregos me perfurando de dentro para fora. E não adianta dizer que estou com saudade, você sabe disso. E sabe também que sinto sua falta a cada instante. Sei que você não volta, eu sei. Não sei bem o dia de setembro em que você foi embora. Mas lembro que estava calor e o sol brilhava lá fora. Hoje está chovendo, eu acho. Ainda não abri a janela. Talvez seja só o meu humor a me enganar sobre o tempo. Às vezes, esqueço várias coisas sobre aquele dia. Acho que é meio opcional esquecer para não sofrer tanto, mas aprendi a dar um jeito de lembrar das coisas mais importantes. Agora lembro do aniversário de todo mundo, sabe? Eu sempre me esquecia do seu, mas agora lembro.  Está bem, está bem, não lembro exatamente, minha memória continua ruim, mas compro uma agenda todo ano. A prime...

'Contra a verdade ninguém pode, o rap tem muita força', diz KL Jay, dos Racionais*

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Um dos mais importantes DJs do cenário do hip hop nacional esteve novamente em Maringá. Kleber Geraldo Lelis Simões, o KL Jay, integrante e um dos fundadores do lendário grupo Racionais Mc’s, se apresentou no dia 21, no Polo Club Bar ao lado do DJ Marco. KL Jay começou no ramo realizando bailes em residências da zona norte de São Paulo, junto com o companheiro Edi Rock (também do Racionais). Com quase 30 anos de carreira, ele se apresenta por todo o país, dividindo o tempo em shows com o Racionais, discotecagem, produções e oficinas. Ele já se apresentou em Maringá duas vezes com todo o grupo e também já fez discotecagem sozinho. Em entrevista, ele falou um pouco sobre a apresentação e o cenário do rap. Depois do último show do Racionais aqui em Maringá ter sido um sucesso, você está de volta, agora sem o grupo, como já esteve em outra oportunidade. Qual a expectativa para a apresentação? KL Jay - Eu acho que vai ser muito bom. O pessoal é muito animado. Além disso, ...